Dicas de materiais de tecnologia assistiva e comunicação alternativa de baixo custo para inclusão es
- 9 de jul. de 2015
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O Projeto Escola Inclusiva além de ser uma empresa, apoia e toma iniciativas de relevância social. Sendo assim, não poderíamos oferecer apenas um atendimento com a implementação de tecnologias de alto custo, inviabilizando o trabalho e principalmente o acesso de pessoas carentes ao processo de inclusão.
Pensando nisso, trouxe hoje algumas ideias simples que podem ser inseridas tanto nas escolas, como também nos atendimentos de diversos profissionais e usado pelos pacientes em qualquer contexto.

A primeira delas é essa cadeirinha! Confeccionada apenas com papelão e uma técnica que o deixa firme, ela permite que crianças que não tem controle de tronco, por exemplo, experimentem outras posturas que não apenas a da cadeira de rodas. É importante lembrar que nesses casos, a cadeirinha ainda leva um cinto torácico. Ela é impermeabilizada e leva uma camada de EVA que pode ser trocada com facilidade se necessário. Também recebe o abdutor de membros inferiores que pode ser removido, pois é fixado com velcro. Ela é feita sob medida para a criança, respeita suas necessidades e não tomba por causa dessa aba que fica em contato no chão, que é calculada.
Ela permite que no ambiente escolar, a criaça sente-se no chão com as outras crianças, brinque e interaja com elas.

Outro material muito interessante, é o trifásico. Ele pode ser comprado pronto ou feito com EVA para tapete (aquele mais grosso). O da imagem é uma borracha que já vem nesse formato. Ela tem baixo custo quando usada em pequenas quantidades. No caso de um número maior do material, o interessante é fazê-lo com o EVA. Ele facilita a preensão e auxilia na adequação quando incorreta. Alguns lápis e giz de cera também tem esse formato, e podem ser comprados em tamanho jumbo, caso a preensão não seja ainda tão fina.

Outro exemplo que gosto muito, são os materiais adaptados usando a comunicação suplementar e alternativa (CSA). A CSA é uma área da tecnologia assistiva que se destina à ampliação de habilidades de comunicação. O uso da CSA é personalizado para cada paciente e pode ter diversas finalidades. No exemplo da foto, foi confeccionado um livro adaptado da história da Chapeuzinho Vermelho para uma criança com Paralisia Cerebral com dificuldades motoras e de oralidade. Sendo assim, o material foi engrossado com EVA para facilitar a preensão, cada página tem um palito que facilita para que ela vire a página, bonecos para possível contação de histórias e o brincar lúdico e um CD com o áudio da história e músicas que são grande interesse da paciente. Cada página do livro conta com as ilustrações que a criança deveria procurar entre as figuras soltas, e colocar no velcro em sequência formando a história.
Enfim, essas foram algumas sugestões simples, de baixo custo, fáceis de serem confeccionadas pelo Terapeuta Ocupacional e que podem ser utilizadas no contexto escolar! Espero que vocês tenham gostado!
Qualquer dúvida, entre em contato por um de nossos canais de comunicação ou redes sociais!




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